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(George Burns)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Racismo na UFBA: O "baixo QI" do professor Antônio Natalino Dantas









Coordenador do curso de Medicina da Universidade Federal da Bahia atribuiu o baixo rendimento da instituição no Enade à "contaminação" da cota para negros, alegando que os baianos têm "baixo QI hereditário"3 de maio de 2008
As declarações racistas de Antônio Natalino Dantas, 69 anos, colegiado da Faculdade de Medicina (Famed) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) causou o espanto e a revolta de toda população baiana e negra no Brasil.
Em depoimento ao jornal Folha de S. Paulo e à rádio Band News, ele atribuiu o baixo rendimento dos alunos da UFBA no Enade - Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes - ao "baixo QI hereditário dos baianos", atribuindo este resultado à "contaminação" das cotas para negros dentro da instituição.
Em outra declaração sobre a música baiana, disse ainda que “o baiano toca berimbau porque só tem uma corda”. “Se tivesse mais cordas, não conseguiria”, citando o Grupo Cultural Olodum, um dos maiores representantes da música popular negra.
O presidente do Olodum, João Jorge Rodrigues, disse que o objetivo de Dantas não era atingir somente os baianos, mas toda população negra e sua cultura.
“O Olodum foi atacado por ele na entrevista da rádio por ser um símbolo do movimento negro do Brasil e que luta por políticas de ação afirmativa na Bahia e no Brasil junto com outras entidade e pessoas. Na realidade ele quis dar um recado dos racistas aos militantes anti-racistas e escolheu algo do nosso poder simbólico, o Olodum”, disse (Afropress, 1/5/2008).
As declarações de Dantas serão agora investigadas pela Promotoria do Combate à Discriminação.
Sua "teoria" reacionária e imbecil causou o repúdio inclusive entre as pessoas que menos querem se expor em escândalos, como o governador da Bahia, Jaques Wagner, e o reitor da UFBA, Naomar Almeida Filho.
“A declaração é de uma imbecilidade ímpar. É condenável sob todos os aspectos. Utiliza um conceito ultrapassado [o do QI] e traduz um preconceito profundo contra o povo baiano. Ele teve um surto de imbecilidade”, disse o governador.
Por parte do reitor, foi requerida à congregação do curso de Medicina sua demissão do cargo, que será discutido na próxima terça-feira.
Uma declaração neste nível revela que ser coordenador do curso de Medicina, especializado em cirurgia cardiovascular pela Universidade de São Paulo (USP) não significa absolutamente nada. Prova apenas que o baixo QI é do próprio autor das declarações.
Além disso, a declaração de Natalino, como e ais ohecido,além de ser campeã em imbecilidade e ignorância, desvia o foco de um grave problema que não se restringe apenas a UFBA, mas todo ensino superior do país. As universidades públicas nunca estiveram em uma situação tão degradante, completamente destruída, sem professores e com salas superlotadas, um quadro desolador chegou a tal situação devido à política deliberada de destruição do ensino público e de desvio de verba aos capitalistas do ensino privado.

FONTE: Causa Operária on-line

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