PARA REFLETIR...

"Eu preferiria ser um fracasso em algo que amo, do que um sucesso em algo que odeio."
(George Burns)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

COMÉRCIO NÃO É PRA TODO MUNDO...

Fico admirado com a "criatividade" que alguns brasileiros tem e a "naturalidade" com que expõe suas ideias e "propostas".
Esta faixa é um exemplo do couidado que o proprietário deste estabelecimento comercial tem com o futuro dele... E em tempos de crise, então!!!
É impressionante!
Outras pérolas dessa "brasilidade" estão soltas (e a disposição) por aí...

terça-feira, 12 de maio de 2009

TEM GENTE QUE TROPEÇA NO SEU PRÓPRIO "ORGULHO"...

Os pensadores já diziam: "quer conhecer uma pessoa, dê poder pra ela!"
Penso que isso é muito certo de ser dito, pois observo pessoas que quando assumem qualquer função ou cargo que possa representar status, estufam o peito feito pombos no cio e passam a olhar de cima pra baixo como se tivessem recebido de Deus a terafa de cuidar da humanidade!
Essas pessoas não são e jamais serão reconhecidas como sábias ou especiais, pois a grandeza do ser está no fato de agir com humildade e prazer em servir aos outros ou simplesmente em cuprir sua missão terrena com dignidade.
Mas não. Existem pessoas, a quem recuso-me a chamar de "cidadãos ou cidadãs" que seus algozes ou "amigos" pensam que é "deus", e elas "têm certeza que são".
Pobres criaturas... Deveriam habitar outro planeta.
Deveriam ao amanher de cada dia dia agradecer a Deus por ter lhes dado vida!
Mas, coitadas, não sabem o que é um agradecimento!
Gabriel Chalita escreveu um livro chamado "O Sol Depois da Chuva", onde trata da gentileza! Gentileza que é um sentimento e ao mesmo tempo uma ação (ou vice-versa) que o mundo atribulado do capitalismo está tentando tirar da moda!
Essa pessoas precisariam e deveriam mudar!
Eduardo Galeano escreveu:
“somos o que fazemos, mas somos, principalmente o que fazemos para mudar o que somos”.
Pois é...
Como diria o meu amigo Ricardo Adriano: "dito e postado!"

quinta-feira, 7 de maio de 2009

"O ministro Gilmar Mendes tem se comportado como político", afirma jurista

Por Camila Souza Ramos [Quinta-Feira, 7 de Maio de 2009 às 13:37hs]

Ontem, 6, um conjunto de manifestações simultâneas em três capitais brasileiras pediu a saída do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes de seu cargo. Em Brasília, o ato chegou a reunir cerca de cinco mil pessoas, que ascenderam velas da Praça dos Três Poderes até o prédio do STF. Esta foi a primeira vez na história brasileira que ocorre uma mobilização significativa nas ruas protestando contra um membro do Poder Judiciário. O ministro é acusado pelos manifestantes de agir como ator político no STF, ao invés de agir como juiz, como no caso das duas liberações consecutivas do banqueiro acusado de corrupção, Daniel Dantas. Essa opinião também é externada pelo jurista Dalmo Dallari, professor emérito da Faculdade de Direito da USP, que concedeu uma entrevista à Fórum sobre a manifestação de ontem e seu significado.
PARA SABER MAIS:
http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=6930
http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/blog/default.asp#6929

CRISE E DESIGUALDES (por ìtalo Gurgel)

Uma das características do sistema econômico em que vivemos é o poder de acentuar desigualdades. Assim na crise como nos tempos de bonança, a parte do leão, ao se partilharem riquezas, fica sempre com o capital, reservando-se ao trabalho as migalhas que sobram no banquete dos patrões. A débâcle no sistema financeiro mundial ensejou, por toda parte, a reprise desse fenômeno. Chantageando governos, com a ameaça de demitir massivamente seus funcionários, as grandes empresas extorquiram bilhões de dólares, pelo que os manda-chuva deverão sair da crise ainda mais ricos do que quando entraram. Nos Estados Unidos, Barack Obama escancarou as portas do tesouro e repassou rios de dólares (US$ 1,5 trilhão, se diz) aos bancos, seguradoras e montadoras. Com resultados pífios. O desemprego atingiu 7,2% e 2,6 milhões de postos de trabalho diluíram-se em 2008. O PIB despencou, configurando a recessão. Enquanto isso, no andar de cima das megaempresas, a farra continuou. No momento em que US$ 170 bilhões do contribuinte eram injetados na AIG, os mais altos executivos da seguradora recebiam bonificação de US$ 165 milhões. Na França, um diretor da Valéo, empresa do setor automobilístico, recebeu indenização de 3,2 milhões de euros, gerando cálida polêmica. Mas são essas as regras do sistema. Sempre foi assim. Nos anos noventa, por exemplo, a remuneração média dos executivos das multinacionais aumentou 150%, enquanto o salário médio do empregado cresceu 28%. Em 1960, a diferença entre um e outro era de 15 vezes. Hoje é imensurável. A concentração de renda é uma realidade mundial e se agrava na medida em que o capitalismo se torna cada vez mais hegemônico. A crise tem seus dias contados. Vai passar, no momento em que for mais conveniente para o grande capital. Ao final, milhões de trabalhadores terão perdido seu emprego. No alto da pirâmide, porém, os donos da grana estarão se refestelando. E levarão muito tempo para contabilizar seus lucros.
Ítalo Gurgel - Jornalista e escreve artigos para o Jornal O POVO de Fortaleza

terça-feira, 5 de maio de 2009

NÃO HÁ EXCESSO DE SERVIDORES PÚBLICOS NO BRASIL.

Durante todo o período de hegemonia neoliberal, especialmente na década de 90, houve um recorrente discurso de defesa da redução do tamanho do Estado Brasileiro. Esta tese levou a venda criminosa de nossas principais estatais e a criminalização dos servidores públicos.Agora com a crise econômica mundial, que dentre as suas causas está justamente a desregulamentação dos mercados e perda de capacidade reguladora dos estados nacionais, volta o discurso de que é necessário reduzir os gastos públicos e de que existe um número excessivo de empregos públicos.
Fiquei contente ao ler o recente estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, denominado “Emprego Público no Brasil: comparação internacional e evolução”. Esta publicação comprova que não há excesso de servidores públicos, resgata a evolução recente e compara nossos indicadores com países desenvolvidos e com nossos vizinhos latino americanos.Em relação ao total de pessoas ocupadas, em 2005 o Brasil possuía 10,7% de empregados públicos. Na Alemanha este número é de 14,7%, nos EUA é de 14,8%, na França é de 24,9% e na Espanha é de 14,3%.
O estudo lembra que os países europeus possuem uma presença de empregos públicos como conseqüência do Estado de Bem-Estar Social implantado no pós-guerra, que necessitou de mão-de-obra empregada no setor público ou em atividades a ele relacionadas.Usando como referência dados produzidos pela CEPAL (2006), o Brasil é apenas o oitavo colocado em peso dos empregados públicos no total da população ocupada. Estamos atrás do Panamá (17,8%), Costa Rica (17,2%), Venezuela (16,6%), Uruguai (16,3%), Argentina (16,2%), Paraguay (13,4%) e República Dominicana (13,2%).
Os pesquisadores do IPEA afirmam que “não há razão para afirmar que o Estado brasileiro seja um Estado ‘inchado’ por um suposto excesso de funcionários públicos”.Além disso, os empregos públicos passaram de 5,01% para 5,36% do total da população do país e o estudo conclui que “a expansão do emprego público nos anos mais recentes (notadamente entre 2003 e 2007) apenas acompanhou o dinamismo da economia e seus efeitos positivos sobre o mercado de trabalho brasileiro”.Prof, Marcos Roberto - Marquinhos
FONTE: http://rluizaraujo.blogspot.com/

domingo, 3 de maio de 2009

Morre o dramaturgo do Teatro do Oprimido, Augusto Boal.


Morreu na madrugada deste sábado (2), aos 78 anos, o diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta Augusto Boal. Expoente do Teatro de Arena de São Paulo (1956 a 1970) e fundador do Teatro do Oprimido (inspirado nas propostas do educador Paulo Freire), Boal sofria de leucemia e estava internado na CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro.

No final de março, ele ainda teve forças para marcar presença um uma conferência da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em Paris, onde recebeu o título de Embaixador Mundial do Teatro. A notícia de sua morte foi enviada aos amigos pelo diretor teatral Aderbal Freire-Filho, que lamentou a grande perda para o teatro brasileiro.
“A gente sempre diz que os mortos são insubstituíveis, mas Boal, de fato, o é. Ele é um dos deuses do arquipélago do teatro, um dos mitos da nossa religião. É uma perda irreparável”, lamentou Aderbal. O último encontro dele com Boal foi na sala de espera do consultório de Flavio Cure Palheiro, médico que monitorou o desenvolvimento da doença de Boal.
Augusto Pinto Boal nasceu em 16 de março de 1931. Suas técnicas e práticas difundiram-se pelo mundo, notadamente nas três últimas décadas do século 20. As lições de Boal foram largamente empregadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política — mas também nas áreas de educação, saúde mental e no sistema prisional. Suas teorias sobre o teatro são estudadas nas principais escolas de teatro do mundo.
“Boal nos representa no Brasil e fora dele. Há livros traduzidos em francês, holandês, mais de 20 línguas”, comenta Aderbal Freire-Filho. “O Teatro do Oprimido é estudado em muitos países. Se ele falecesse na França, a repercussão ia ser enorme.” Em 2008, foi indicado ao prêmio Nobel da Paz devido ao reconhecimento a seu trabalho com o Teatro do Oprimido.
Uma das canções de Chico Buarque é uma carta em forma de música que ele fez em homenagem a Boal, que vivia no exílio, quando o Brasil ainda vivia sob a ditadura militar. A canção Meu Caro Amigo, dirigida a ele, na época exilado em Lisboa, foi lançada originalmente no disco Meus Caros Amigos (1976).
Boal dizia que sua experiência artística “é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores — porque atuam — e espectadores — porque observam. Somos todos 'espect-atores'". Criada no final da década de 60, sua técnica utiliza a estética teatral para discutir questões políticas e sociais.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

1º DE MAIO


O trabalho hoje é motivo de alegria para poucos e tristeza para muitos. A exploração capitalista impede a felicidade de uma ampla parcela da população e a exclui, lançado-a na miséria, no sofrimento e na marginalidade. A malvadez neoliberal, o cinismo de sua ideologia fatalista e sua recusa inflexível ao sonho e a utopia, como diria Paulo Freire, é algo que destrói corações e mentes desconstruindo emoções...
Essa premissa capitalista que introduziu em "nossa" cultura a ideia de "se dar bem", "de se ser esperto", descontrói a ideia do trabalho como algo que dignifica o homem e a mulher. Hoje se apregoa a que se deve ter um "emprego" e não um "trabalho.
"O mundo é dos espertos?"
Bom seria se hoje tivéssemos o que celebrar... Encarássemos o dia do trabalho, O TRABALHO EM SI como algo transformador de vidas e de matéria-prima COMO ALGO BELO.
Dostoievski disse que só a beleza salvará o mundo. Porque só através do Belo, da Arte, será possível compreender o mundo na sua essência, e não apenas espantar-se diante da sua aparência. Como escreveu o filósofo Hegel, “O Belo é o luzir da verdade através dos sentidos”.
Em todo o caso, PARA NÓS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DESSE BRASIL... vamos unir esforços na construção de um mundo de justiça social, de paz e fraternida!
Viva o 1º de Maio. Viva os trabalhadores e trabalhadras desse país.
Prof. Marcos Roberto - Marquinhos





(foto:Manifestações e conflitos em Chicago (1886): origem da data)


História do Dia do Trabalho
O Dia do Trabalho é comemorado em 1º de maio. No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios.
A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos). No dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores.Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas.Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil:- Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer)- Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.


FONTE: http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/dia_do_trabalho.htm